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1 Julho, 2009

Google DevDay’09 – Corporações, o próximo alvo!

Arquivado em: Google, Nerdices, Sem Categoria — Marcelo @ 12:31 am

Se na época do DevDay 2008 escrevi aqui que a mensagem subliminar do big brother, digo, Google,  era “desenvolvedores, eu preciso de vocês”, a mensagem subliminar do DevDay 2009 foi para o mercado corporativo. Calma ai que eu explico.

O Google fez sua fama em cima da  qualidade dos resultados das buscas e de produtos direcionados as pessoas, ao usuário final.  Criando, comprando empresas criativas, reinventando o que se acreditava não ter mais o que inventar (exceção ao Orkut que na verdade comecou mais como brincadeira de um dos seus engenheiros – O Orkut- do que um produto que formalmente saiu das trincheiras da empresa e talvez porisso no início seu servico era muito problemático),  montou  um  bom portifólio – pesquisa, redes sociais, mapas, vídeos, leitores de RSS, mensagens instantâneas e agora um browser-  e ganhou a simpatia de uma boa parte dos internautas no planeta.  Não vou entrar nos méritos de como consegiu um portifólio desses, mas no fato que muito usuário não acharia mais graça na internet se não existissem os seus produtos.

Mas, voltemos ao evento. Este ano não foi tão hot quanto o do ano passado, mas tiveram duas apresentações que se destacam e me fazeram chegar a conclusão daí de cima.

O primeiro produto é o Google Wave.  Disseram os engenheiros no evento que “repensaram como seria o e-mail se fosse criado hoje” e criaram um produto realmente fantástico. É mais que um email ou uma ferramenta de colaboração. É difícil de resumir o que o produto faz, é uma mistura entre rede social, fórum, email, blogs, edição de documentos e CMS.  Comece um tópico, adicione pessoas a este tópico, interaja, adicione as mídias que quiser (foto, vídeo, audio), contrua micro-aplicações se desejar.  Faça um live chat com alguém de língua nativa diferente da sua com correção ortográfica e  tradução simultânea.  Videoconferência. Tudo isso no mesmo produto, praticamente na mesma tela.

Legal? MUITO. Usuários vão gostar? Bastante!  Mas, a quem realmente interessa um produto desses?  O potencial cliente são as corporações.  Problemas de comunicação, de documentação de procedimentos e de tomadas de decisão, de entraves por conta da língua nativa de cada um dos interlocutores de uma conversa são problemas comuns entre sua família, seus amigos? Eu acho que não, mas é certo que já passou por esse tipo de problema durante sua jornada corporativa.

Aí o amigo leitor vai pensar “nossa, que produto fantástico, se fizer tudo isso mesmo vai custar fortunas”. Nada disso, é uma inciativa open-source.  “vai precisar de um monte de servidores, ser um produto que precisa muito de hardware…” hummm, talvez. Mas aí vamos falar do segundo produto que não é muita novidade, mas também me chamou a atenção.

O Google App Engine é um produto que permite que desenvolvedores hospedem suas aplicações nos  servidores da própria Google, a famosa nuvem.  Quem já participou de uma instalação de uma aplicação mais parruda sabe quanto tempo (e dinheiro) é gasto com estratégias de fail-over, cópia de segurança, testes de performance , maquinário…e mesmo assim, as falhas vez ou outra aparecem.

O que o google propõe é que o desenvolvedor se prenda somente ao desenvolvimento, a criar novas features e implementar as regras do (seu) negócio,  a instalação,  deixa com o Google que resolve.  Quanto custa toda essa facilidade?  Depende. Até certo número de utilização da CPU e de banda, sai de graça. Após isso, cobra alguns centavos pelo excedido.

Volto a pergunta, a quem interessa isso? Quantas aplicações o amigo leitor programador  já escreveu para resolver problemas corriqueiros da vida, da sua família, da sua casa?   Mas assim como eu ganho a vida escrevendo programas de computador, você deve ganhar o seu sustento direta ou indiretamente com desenvolvimento de software.  Então, a quem interessa mais um produto desses, que incentiva a colaboração interna e de terceiros e ainda de brinde desonera o custo de datacenter e suporte próximo a chegar a nenhum tostão?

Para resumir: na minha opinião, o Google agora além de dominar os serviços para o usuário final, bate na porta para entrar no mundo corporativo, inovando. Se eles já tem boa parte dos dados da sua vida, vão agora partir para as informações das empresas, dados trancados á 7 chaves dentro das intranets e dos emails corporativos.

Então…o que se propõe é isso:  Use o Wave e não precisa mais se preocupar com mantê-lo no ar.  O Google cuida disso para quem quiser a um custo muito baixo. E se tiver que escrever algum programa (inclusive alguma extensão para o Wave),  também pode se  hospedar no Google para  que se preocupe com o que realmente interessa.

Teoria da Conspiração? Sim, um pouco.
Se é bom ou ruim, também não sei. E eu vou é mandar meu currículo para lá . rsrsrs

Sobre o Google Wave, clique aqui (o vídeo é longo, mas vale muito a pena)
Sobre o AppEngine, clique aqui.

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